O início dos donos do mundo remonta séculos. O início provável do que temos hoje ( um grupo ultra seleto e secreto de aproximadamente 215 pessoas) que dei o nome de “SECULARES” se formou logo após o fim das cruzadas e o extermínio oficial dos cavaleiros templários em 1314. E os eventos que culminaram no fim é que gostaria muito de ressaltar, pois será fundamental compreender o ocorrido e o que veio a seguir, para que a história faça sentido e o mundo contemple os poderosos que comandam governos.
Não sou historiador, mas aprendi a fazer pesquisas e, como processo investigativo, tenho o cuidado de analisar múltiplas fontes de informação; isto inclui uma vasta gama de publicações sobre o tema. E, no decorrer da pesquisa, notei que quase comum entre os estudiosos da história dos templários é que tudo foi feito de forma ilícita para acabar com o grupo, que cresceu em número e cresceu mais ainda no poder financeiro e bélico. A Ordem do Templo, comumente conhecida por meio de um processo espúrio e falso, encabeçado pelo endividado Rei Felipe da França e agraciado pelo Papa Clemente V, terminou por extinguir o grupo.
No contexto da nossa proposta, é importante apenas narrar os fatos, a conclusão sempre cabe a você, leitor. Não faço julgamento de valor e não permito que alguém o faça. Os fatos ocorreram, embora seja evidente que existiam interesses; não sou eu quem fará o julgamento do mérito. Sendo assim, sigo narrando o ocorrido no passado com o grupo precursor dos “SECULARES”. Em 1314, aproximadamente, pois existem publicações que defendem que a data da execução de Jaques De Molay foi outra, datando 1312. Seguindo o princípio da qualidade e quantidade, admito que seja o ano 1314 em que Jaques De Malay foi queimado vivo em Paris, como resultado de sua condenação. Com certeza, neste momento pode surgir uma dúvida interessante: qual o motivo e qual a ligação existe com estes fatos narrados anteriormente? Ou então, o porquê do que ocorreu em 1314 influencia hoje, 2025?
A partir da história, é que conseguimos entender tudo o que acontece hoje. As respostas para o que vivemos agora, sempre vêm da origem. Vou tentar ser o mais assertivo e coeso possível, mas preciso incluir todos os elementos, o conjunto completo, para que você, leitor, tenha todos os elementos para que você possa fazer sua análise e posterior conclusão.
Nos anos entre 1095 ate 1120, havia uma movimentação na Europa e na parte do Oriente, principalmente na cidade de Jerusalém, onde os turcos muçulmanos, que já haviam conquistado boa parte da Anatolia, miravam a conquista da cidade santa para as três grandes religiões: judaísmo, islamismo e cristianismo. No meio desta ebulição, muito relacionada à fé, na Jerusalém que já estava dominada pelo Islamismo desde o século VII, via uma oportunidade da reconquista. O Papa Urbano II, no ano de 1095, no seu concílio de Clermont, conclama os cristãos para a libertação da cidade de Jerusalém. Reis e nobres europeus acataram o chamado e se uniram em batalhas sangrentas. Até que em 15 de julho de 1099 conseguiam tomar a cidade santa.
ORIGEM E CONTINUIDADE
Após esta vitória épica, o grupo chamado de os “príncipes cruzados” estabeleceu sua força, tendo até um domínio próprio dentro do templo de Salomão. Nomes como Godofredo de Bulhão, Boemundo de Tarento, Tancredo de Hauteville, Raymond IV de Toulouse e Hugo de Vermandois, este último irmão do rei da França, são alguns dos personagens que instituíram esta ordem. Depois desta conquista, os cruzados fundaram o Reino Latino de Jerusalém, que foi governado por nobres, tendo os primeiros reis pela ordem Godofredo de Bulhões de 1099 a 1100, que recusou o título de rei, passando a ser chamado apenas de “advocatus sancti sepulchri” ou defensor do santo sepulcro. Balduino I, irmão de Godofredo, oficialmente coroado rei, recebe oficialmente o título que manteve o reino em sua coroa até o ano de 1118. O próximo foi Balduino II de Jerusalém, assumindo o trono em 1118, conduzindo sob suas ordens até 1131. Foi este rei que concedeu aos primeiros templários um quartel no Templo de Salomão, apoiando fortemente a criação da ordem.
Em 1118, nove cavaleiros franceses, liderados por Hugo de Payens e Godefroy de Saint-Omer, juraram viver sob votos de pobreza, castidade e obediência, dedicando-se exclusivamente à proteção dos peregrinos que viajavam de Jafa até Jerusalém, rota esta conhecida por seus perigos de assalto dos muçulmanos e saqueadores eventuais. Esses cavaleiros se apresentaram ao rei Balduino II de Jerusalém, que lhes concedeu um alojamento dentro do antigo Templo de Salomão e também a proteção real e autorização papal para agir como milícia religiosa, originando assim o nome completo da ordem: “Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão”. De 1120 até o ano de 1140, os cavaleiros da recém-criada ordem sobreviveram em praticamente um silêncio e uma austeridade, consolidando-se mais e mais.
O grande impulso para a ordem ocorreu no ano de 1127, quando Hugo de Payens viajou à Europa buscando apoio e novos recrutas. Neste contexto, surge uma figura de extrema importância para a ordem: São Bernardo de Claraval, um abade cisterciense, teólogo e um dos homens mais influentes da igreja. Foi Bernardo que redigiu o texto “De Laude Novae Militiae”, no qual enaltecia os templários como “monges guerreiros” que combatiam o mal tanto espiritual como o mal físico. Por sua influência na igreja, a ordem foi oficialmente reconhecida pela igreja em 1129, durante o Concílio de Troyes na França. O Papa Honório II e depois Inocêncio II concederam aos Templários a isenção de impostos e dízimos, direito de ter capelães próprios, submissão direta ao Papa (sem intermediários episcopais) e a liberdade de cruzar fronteiras sem pagar taxas.
O período de 1130 até 1300 foi considerado o período de consolidação e total crescimento. Cavaleiros de toda a Europa começaram a se juntar à Ordem; nobres doavam terras e propriedades em troca de proteção espiritual. Os templários ergueram castelos, fortalezas e igrejas por toda a Europa e Oriente Médio. Com ajuda direta dos reinos de Inglaterra, França, Portugal, Espanha, Escócia e Hungria, que mais contribuíram. Os Cavaleiros Templários revolucionaram a Idade Média e também o mundo futuro. Os ricos e nobres que desejavam peregrinar até a cidade santa, naquela época, deveriam levar um séquito de ajudantes e escravos, além de ter seus bens, ouro e joias, para que se pudesse fazer tal feito. Com o risco de ocorrer um assalto de saqueadores que descobriram uma fonte considerada fácil para agirem, aterrorizava os peregrinos. Os templários, já austeros, trouxeram a solução. A rede Templaria era imensa e, portanto, capaz de assumir a responsabilidade das riquezas destes abastados. Eles então instituíram documentos com selos para evitar qualquer prática ilegal e custodiavam os bens daqueles que queriam contar com essa proteção. Portanto, podemos afirmar sim que esta prática de custódia e uso de documentos assinados e selados para garantir a integridade do título, uma versão prévia das promissórias ou notas de créditos, pode ser associada às práticas dos Cavaleiros Templários e também afirmar que daí nasce o sistema bancário integrado (swift), não por coincidência um sistema europeu (belga).
O FIM DOS TEMPLÁRIOS (SERÁ?) O PROCESSO E SEU ESPÓLIO.
A partir deste ponto, amado e querido leitor, necessito de sua extrema atenção, pois irei expor uma trama fascinante. Preste bastante atenção em como se deu a derrocada da ordem mais poderosa que se tem notícia na Idade Média. Como o desejo por poder, controle e ganância financeira pode destruir o simbolismo. E observe os ardis por trás da velha e boa intenção. Nos idos de 1250, os templários haviam conquistado muitas riquezas e poder. Para se ter ideia, com sua estratégia de custódia, reinos inteiros eram devedores dos Cavaleiros Templários. Inglaterra, Portugal e principalmente França tinham débitos com os cavaleiros. O poder econômico ia além de tesouros de ouro e prata; eles detinham propriedades em todos os países, castelos e pontos de descanso (antigas hospedarias), fazendas de produção e outras terras.
No reinado de Filipe IV O Belo (1268-1314), o país iniciou guerras de conquista, enfrentando oponentes poderosos, um exemplo é a guerra contra a Inglaterra. Com este afã do monarca, exigiam-se muitos recursos financeiros. Filipe detinha então um ótimo relacionamento com os templários e constantemente tomava empréstimos com a ordem. Sua biografia nos dá conta de que ele era um monarca que gostava de trazer tudo à sua vista, ou seja, um verdadeiro controlador, obcecado por controle. Tinha o enorme desejo de controlar e centralizar todo poder e a riqueza da coroa francesa em suas mãos. Seu reinado foi marcado também por crises financeiras desde o início, e a história nos dá conta de que todo o tesouro francês do século XIV estava de posse dos templários. Além disso, marca seu reinado um conflito com o Papa Bonifácio VIII, no qual a disputa era o poder religioso.
Havia, entretanto, uma outra questão, além desta dívida impagável do rei da França com os Cavaleiros Templários. O problema era político, a Ordem não respondia ao rei e sim ao Papa. Na Idade Média, a figura do líder religioso se compara a um líder político de uma nação. As indulgências conseguidas pelos templários incomodavam muito Filipe O Belo, pois eles eram isentos de impostos, e sabe-se desde os primórdios que, para uma nação gerar receita, isso só pode ser feito por meio de impostos. A Ordem possuía bens além das fronteiras e era militarizada, ou seja, eles poderiam se rebelar contra a investida do rei e, em paridade de armas, consequentemente levariam a melhor. Entra uma outra questão no lado político. Enquanto os súditos do monarca odiavam o rei, o povo idolatrava os Cavaleiros Templários. A questão da popularidade transcendia.
O ARDILOSO PLANO PARA DESTRUIR A ORDEM DOS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS
Uma vez que não podia simplesmente confiscar os bens dos Templários, Filipe IV teve que construir um plano ardiloso e meticuloso para que pudesse ter êxito. Ele então encontrou a estratégia magistral: usar a religião para destruir a moral e a ordem de uma só vez. O Papa Bonifácio VIII havia morrido e, em seu lugar, por imposição de Filipe IV, foi levado ao trono papal o francês que ficou conhecido na história como Papa Clemente V. Por ascendência direta do rei da França, o Papa sempre cedia à vontade do rei francês.
Foi assim que O Belo começou a espalhar os boatos e falsas acusações contra os templários, dizendo que: eles adoravam a Baphomet (guarde esta informação), dizia também que eles negavam a Cristo nos ritos de iniciação, que praticavam blasfêmia e obscenidades e que mantinham rituais secretos heréticos. Todas estas acusações foram forjadas, baseadas em testemunhos de ex-membros expulsos e delatores sob tortura. Na sexta-feira, 13 de outubro de 1307, o rei Filipe IV decretou a prisão simultânea de todos os templários da França. Foi uma operação militar e administrativa coordenada em todo o país, executada ao amanhecer. Por este motivo teve origem a superstição de “sexta-feira 13” como sendo de azar. Na operação, cerca de 2.000 templários foram presos, incluindo o Grão-Mestre Jacques de Molay, que estava em Paris.
O Papa Clemente V inicialmente duvidou de todas as acusações, mas Filipe usou de chantagem e força política. Além disso, Filipe torturou prisioneiros para que confessassem, enviou estas provas a Roma e ameaçou diretamente o Papa de criar uma “cisma” (divisão da igreja), para que ele colaborasse. E então, sem alternativa, o Papa Clemente V emitiu a bula papal “Pastoralis Praeeminentiae” em 1308, que autorizava a prisão de todos os Templários em toda a cristandade. Porém, em alguns países, os processos seguiram outros ritos e, em especial, em Portugal e Inglaterra, os cavaleiros foram tratados com mais justiça. Guarde a informação final. Portugal e Inglaterra.
O líder dos Cavaleiros Templários, Grão-Mestre Jacques de Molay, foi submetido a torturas brutais e obrigado a confessar. Depois, retirou publicamente sua confissão, afirmando a inocência da Ordem. O rei Filipe, furioso, ordenou a sua execução sumária. Em 18 de março de 1314, Jacques de Molay foi queimado vivo em Paris, junto ao rio Sena. Conta-se que antes de morrer ele disse “Antes de um ano , vos chamarei para prestardes conta diante do tribunal de Deus!”. Coincidência ou não, o Papa Clemente V morreu um mês depois, já o rei Filipe IV morreu no mesmo ano num acidente de caça.
Os bens da ordem foram transferidos para a Ordem dos Hospitalários (Ordem de Malta), mas na França, Filipe confiscou boa parte das riquezas para si, o que, na verdade, era seu objetivo principal. Portugal seguiu um caminho diferente, o rei D. Dinis reorganizou os templários sobreviventes sob um novo nome: “Ordem de Cristo”, que, no ano de 1319, foi reconhecida pelo Papa. Apesar da extinção formal, os ideais e os seus símbolos foram incorporados às outras ordens. Os Templários também tiveram pessoas próximas a Jacques de Molay que fugiram e encontraram, em países como Escócia e Portugal, um porto seguro para um novo voo. Conta-se em uma publicação de 1432 de pouca divulgação, um grupo de 14 cavaleiros que se refugiaram em países próximos à Normandia.
De toda forma, uma narrativa de uma autoridade foi o suficiente para destroçar toda uma Ordem Cristã. Amigos leitores, comentem bastante, façam perguntas, mas antes de tudo analisem friamente o conteúdo histórico deste post. Avaliem bem o que foi entregue. Lembre-se das informações que pedi para vocês guardarem. Muito em breve irei adicionar novas histórias, pois setecentos anos não se resumem a apenas um post. Forte abraço a vocês e até a próxima.
