A CONSTRUCAO DAS NARRATIVA NA ATUALIDADE

Nos tempos antigos, existiam apenas mídias ditas tradicionais. Existiam os tabloides e folhas jornalísticas, que sempre foram a comunicação primordial. A quem as pessoas recorriam para terem as informações mais precisas. Sempre houve tendências, ideias as quais, de forma velada, os veículos tradicionais geralmente no conteúdo dos seus editoriais, de forma bem subjetiva, apontavam a direção da nau. Tempos idos, nos quais, mesmo tendo as ideologias, o zelo em não transparecer era notório. Década de vinte e trinta do século passado, os folhetins preocupados com a escalada da crise se distendiam e se desdobravam para não alarmar mais do que o necessário a população. Essa consciência era a mola mestra da conduta jornalística nos idos da Grande Depressão Americana. Com isso, grandes corporações da imprensa se estabeleciam. Sim, ja havia os “SECULARES”. Mas, diferente de agora, muito era para ser mantido em sigilo. Teorias sobre esse império que crescia eram muito comuns. 

Independentemente do que era objetivo do grupo, as ações naquele momento eram voltadas à consolidação do império que até hoje o grupo detém. Não somente o poder econômico, mas sim o poder de decisão global. Eram outros os tempos, mas os objetivos sempre foram, de certa forma, idênticos aos atuais objetivos.  As famílias por trás dos “SECULARES” traçavam já naquela época o grande plano. O leitor pode interrogar. Se naquela época existia a necessidade de ocultar as ideologias, o que mudou? Ou talvez outra pergunta cabível seria. Qual era o plano daquela época? Para ambas as perguntas, respostas opostas, mas congruentes no raciocínio. Os mandantes do mundo não rezam cartilhas divergentes entre si. Ensinamento usado por Jesus Cristo no evangelho: “Se um reino é dividido, ele será facilmente exterminado”. Portanto, a coesão do grupo sempre foi importante para a sobrevivência da elite mundial. O plano sempre foi e sempre será o do controle a qualquer preço. Independentemente de governos ou ideologias, esta é a premissa básica, onde está estabelecido o poder destes donos do mundo.

Podemos também, olhando com lupa o passado, entender os rumos futuros da ideia de poder global. Como o nosso objetivo aqui é demonstrar a construção das narrativas e como elas interferem no momento atual, e mostrar sem máscaras o que está por trás deste mundo, sempre gosto de trazer os fatos históricos, não narrados pelos veículos de divulgação. Não também pela maior máquina de propaganda do modelo americano, Hollywood. Existem fatos de sobra para mostrar como as narrativas sempre fizeram parte do contexto histórico. Mas o que ninguém sabe, ou melhor, poucos sabem, é que tudo isso é orquestrado para um fim determinado, buscando um objetivo alinhado ao histórico do sistema. 

Tendo visto o que foi dito até agora, quero expor algumas ideias para situar o leitor neste universo. A primeira questão, e não muito distante, é exatamente um evento bélico ocorrido na recente década de noventa. Kuwait x Iraque.  Um conflito narrado por todos os grandes veículos de imprensa internacional. Porém o que está por trás deste embrolho internacional está ofuscado pelas lentes das câmeras de TV. Esta, além do fato narrado pelos líderes globais, e mais, está bem guardada nos arquivos das agências de inteligência que deflagraram toda a operação e a consequência dela. Não estou fazendo apenas ilações, estou usando documentos que acessei e de fontes confiáveis, uma destas fontes, falecida em 2008. Porém o seu espólio me foi concedido e guardo com zelo e esmero. Vamos desvendar, caro leitor, com total atenção este fato histórico e desnudar o véu que ainda paira sobre este evento mórbido e mostrar a que ponto os “SECULARES” podem avançar para conseguir êxito no seu plano.

A HISTÓRIA DO CONFLITO E SITUAÇÃO DA ÉPOCA.

Faremos um breve relato do conflito e qual era a situacao do oriente medio no final da decada de setenta. Segundo o que escreve a historia, essa era a situacao da regiao. Ate neste ponto, nao ha nada de novo e tambem o contexto eh exatamete como segue:

Situação Geopolítica do Iraque (1979–1990): Guerra Irã-Iraque e Relação com os Estados Unidos
1. Introdução

O final da década de 1970 e toda a década de 1980 foram marcados por intensas transformações no Oriente Médio. O Iraque, sob a liderança de Saddam Hussein, assumiu papel central em uma das mais sangrentas guerras regionais do século XX: a guerra contra o Irã (1980–1988). Durante esse período, a política dos Estados Unidos oscilou entre neutralidade e apoio tático, motivada por interesses estratégicos na contenção do regime islâmico iraniano e na preservação da estabilidade do mercado petrolífero.

2. O Iraque no Final da Década de 1970

Em julho de 1979, Saddam Hussein consolidou-se como presidente do Iraque após afastar seu primo Ahmed Hassan al-Bakr. O país, governado pelo Partido Baath Árabe Socialista, vivia sob regime autoritário e centralizado. O Iraque experimentava crescimento econômico impulsionado pela alta do preço do petróleo após 1973, embora enfrentasse tensões internas entre árabes, curdos e xiitas.

3. A Guerra Irã–Iraque (1980–1988)

Em 22 de setembro de 1980, o Iraque iniciou uma ofensiva militar contra o Irã, visando controlar a região petrolífera do Khuzistão e enfraquecer o regime revolucionário do aiatolá Khomeini. A guerra, de caráter prolongado e destrutivo, resultou em mais de um milhão de mortos. O conflito foi marcado pelo uso de armas químicas, ataques a civis e destruição massiva, sem ganhos territoriais relevantes ao final.

4. A Atuação dos Estados Unidos

Inicialmente neutros, os Estados Unidos passaram a apoiar tacitamente o Iraque a partir de 1982, quando o Irã começou a obter vantagem militar. Sob o governo de Ronald Reagan, Washington forneceu informações de inteligência, créditos financeiros e acesso a tecnologias de uso duplo. Apesar de relatórios confirmando o uso de armas químicas por Saddam Hussein, os EUA mantiveram silêncio estratégico para evitar o fortalecimento do Irã. Ao mesmo tempo, o escândalo Irã-Contras revelou que Washington também vendia armas secretamente a Teerã, num jogo duplo de contenção regional.

5. O Fim da Guerra e a Crise Econômica Iraquiana

O cessar-fogo mediado pela ONU em 1988 pôs fim a oito anos de conflito sem vencedores claros. O Iraque emergiu devastado economicamente, com dívida superior a 80 bilhões de dólares, grande parte devida ao Kuwait e à Arábia Saudita. Saddam Hussein esperava compensações financeiras por ter ‘defendido o mundo árabe do Irã xiita’, mas a recusa desses países levou-o a adotar postura agressiva.

6. A Invasão do Kuwait (1990)

Em 2 de agosto de 1990, o Iraque invadiu o Kuwait, alegando disputas territoriais e práticas desleais na produção de petróleo. A ocupação foi condenada pela ONU e pelos Estados Unidos, que organizaram uma coalizão internacional liderada por George H. W. Bush. O episódio culminou na Guerra do Golfo (1991), que expulsou as forças iraquianas e marcou o início do isolamento internacional de Saddam Hussein.

7. Considerações Finais

Entre 1979 e 1990, o Iraque passou de potência regional emergente a Estado enfraquecido e isolado. A relação com os Estados Unidos foi ambígua e pragmática, movida por interesses estratégicos e econômicos. O apoio indireto de Washington durante a guerra contra o Irã e a posterior ruptura após a invasão do Kuwait refletem a natureza mutável da política externa americana no Oriente Médio. Esse período moldou as tensões que definiriam as décadas seguintes na região.

Referências Bibliográficas

– HIRO, Dilip. *The Longest War: The Iran-Iraq Military Conflict*. Routledge, 1991.
– KARSH, Efraim. *The Iran-Iraq War: 1980–1988*. Osprey Publishing, 2002.
– GORDON, Michael R.; TRAINOR, Bernard E. *The Generals’ War: The Inside Story of the Conflict in the Gulf*. Little, Brown and Company, 1995.
– CIA Declassified Reports (1983–1988) on Iraq and Iran, United States National Archives.

O QUE ESTA NAS ENTRELINHAS DO CONFLITO?

De forma bem objetiva, fiz um resumo do trabalho que fiz sobre a Guerra do Golfo e também da tensão e guerra Irã x Iraque na década de oitenta, que ocupava diariamente um espaço enorme nos telejornais da época. Não estou emitindo opinião, porém estou relatando com olhos analíticos todas as vertentes do acontecido. 

TEORIAS GEOPOLÍTICAS E CONSPIRATÓRIAS SOBRE A GUERRA DO GOLFO (1990–1991)

  1. Introdução

A Guerra do Golfo (1990–1991) marcou um dos momentos mais emblemáticos da geopolítica pós-Guerra Fria.
O conflito, que teve como gatilho a invasão do Kuwait pelo Iraque sob o comando de Saddam Hussein,
desencadeou uma série de ações militares lideradas pelos Estados Unidos e seus aliados da OTAN.
Contudo, desde o término do conflito, surgiram diversas teorias que apontam possíveis manobras
estratégicas e financeiras por parte da CIA e do governo norte-americano, tanto antes quanto durante o conflito.

  1. Contexto Histórico e Antecedentes

Durante as décadas de 1970 e 1980, o Oriente Médio foi palco de tensões constantes.
A Revolução Islâmica do Irã (1979) derrubou o xá Mohammad Reza Pahlavi, aliado dos EUA,
e instaurou um regime teocrático liderado por Ruhollah Khomeini.
Em resposta, os Estados Unidos buscaram conter a expansão da influência iraniana
e, para isso, viram no Iraque de Saddam Hussein um aliado estratégico temporário.

A CIA teria, segundo documentos e relatos de ex-agentes desclassificados nos anos 2000,
fornecido ao Iraque dados de inteligência e treinamento militar para conter o avanço iraniano.
No entanto, simultaneamente, existem registros de negociações secretas dos EUA com o Irã.
durante o período conhecido como “Irã-Contras”, no qual armamentos foram fornecidos em troca
de recursos financeiros destinados a movimentos anticomunistas na América Central.

  1. Teorias Principais

3.1. Apoio simultâneo ao Irã e ao Iraque

Uma das teorias mais recorrentes sustenta que a CIA teria desempenhado um papel duplo,
fornecendo assistência tanto ao Irã quanto ao Iraque, com o objetivo de prolongar o conflito.
e enfraquecer ambos os países. O prolongamento da guerra teria garantido aos Estados Unidos
controle indireto sobre a estabilidade da região e sobre os fluxos de petróleo.

3.2. Treinamento de Saddam Hussein

Relatos históricos indicam que Saddam Hussein manteve contato com agentes norte-americanos.
Desde os anos 1960, período em que a CIA teria apoiado movimentos anticomunistas dentro do
Partido Baath. Segundo alguns analistas, parte do aparato militar e tático de Hussein teria
sido estruturado com base em doutrinas ocidentais, o que explicaria sua rápida ascensão ao poder.

3.3. Lucro financeiro e a reestruturação global do petróleo

Outra teoria amplamente divulgada sustenta que os EUA capitalizaram o conflito por meio do
reajuste dos preços internacionais do petróleo, contratos de reconstrução e expansão de
influência militar no Golfo Pérsico. Empresas norte-americanas, sobretudo do setor bélico e
energético, teriam obtido ganhos significativos com a guerra e suas consequências.

  1. Conclusão

Embora muitas das alegações envolvendo a CIA permaneçam sem comprovação documental completa,
Há consenso entre historiadores de que os Estados Unidos mantiveram uma política pragmática.
e flexível no Oriente Médio durante as décadas de 1980 e 1990. O jogo de alianças mutáveis
e o interesse estratégico no petróleo moldaram as ações norte-americanas, alimentando
as teorias conspiratórias que persistem até os dias atuais.

  1. Referências

– HERSH, Seymour. *The Samson Option*. Random House, 1991.
– KAPLAN, Lawrence. *The War After the War: Iraq, Iran, and the CIA’s Double Game*. Foreign Policy, 2005.
– WOODS, Kevin M. *The Iraqi Perspectives Project: Saddam and the U.S.* Joint Forces Command, 2006.
– U.S. Department of Defense. *Declassified Intelligence Reports on Iraq-Iran War (1979–1988)*, 2004. 

Concluindo esta analise do caso o fato eh que as narrativas nascem dentro de um contexto qeu favoreca exatamente o mais forte. O que poucos sabem eh que os “SECULARES”  dobraram sua fortuna. Nao estou dizendo simbolicamente mas matematicamente. Com o conflito do golfo o valor financeiros de 193 Bilhoes de Dolares no ano de 1990 chegou aos 387,3 Bilhoes de Dolares no final de 1991. Mais um fator, o grupo escolhido por eles para administrar o mundo na mesma epoca foi os conservadores republicanos. Apenas para dizer o minimo que estava invisivel para os olhos comuns. O que foi estruturado no plano esta sendo cumprido a risca. Para mais deixe seu comentario.

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