Como narrativas podem transformar conflitos em harmonia.

Da mesma forma que construir uma narrativa pode levar ao caos absoluto, a mesma estratégia pode e deve construir um alicerce sólido para sanar problemas ou encerrar discussões pela via harmônica.

Muito se discute em todos os lugares, sobre opiniões individuais. O mais belo desta troca de conhecimentos é o lugar comum da boa convivência entre integrantes da sociedade. Ao deixar de construir bons personagens, para exemplificar as boas condutas, legamos à sorte o conflito. A sociedade, ao mesmo tempo que evoluiu tecnologicamente, involuiu no trato com o seu próximo. Alega-se por aí que isto foi efeito de tanta tecnologia a nossa disposição.

Não adianta nada sem ouvinte passivo da história. O importante do diálogo é sempre a conclusão que se chega, ao trazer os atores da comunicação, com um espírito de paz e harmonia.

As tratativas para solucionar conflitos, geralmente se iniciam na vontade de cada componente, e isso também é verdadeiro, mas chamo a atenção para algo que muitas vezes chega a ser inquietante. A narrativa que se constrói, em que cada lado do conflito é que seu ponto de vista se baseia única e exclusivamente no seu gosto pessoal. Lideranças mundo afora, com suas ideologias, sejam elas de qual espectro sejam, transpassam a sua vontade única, objetivando expandir o território do próximo. Sendo este próximo, alheio ou avesso à ideia, nasce aí o conflito propriamente dito. Cabe, então, aos agentes entender que, em uma convivência sadia, ambos os gostos ganham por vezes, mas também perdem em outras.

Considerando este modus operandi e tendo em mente que, ao expor ideias, corremos o sério risco de gerar conflitos, tomemos como iniciativa a não ofensa. Com esta mentalidade proativa e com meios didáticos, nos foi aconselhado a seguir construindo narrativas mais amenas e menos personalíssimas, como é visto comumente na grande mídia.

Não é só o tema, mas a forma como se conta a história que influi.

Não é somente o tema que causa reações. Sejam elas positivas, ou negativas. A forma como se conta desperta emoções e, sabendo disso, peço a você que avalie se realmente vale a pena construir uma narrativa que colida com princípios. Lembre-se de que, nesta existência, todos nós somos portadores de algumas bandeiras. Defendemos nossos costumes, nos sensibilizamos com dores, queremos melhorar nosso ambiente. Não importa nada disso, se, na forma da narrativa, para prevalecer o seu ponto de vista, você tenha que destruir quem pensa diferente. Até hoje, o que vemos à nossa volta vai em direção a esse propósito. Vamos levantar a bandeira da paz, começar com a mesma energia, a construir narrativas edificantes e de acolhimento. Eu já estou fazendo a minha parte. E você?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *